Monday, March 22, 2010

Espantem-se, mas não tenham medo!

da Palestra: A transformação da consciência humana, inserida na transformação do planeta.

"«Muito se espantarão nos próximos tempos»[1]. Espantem-se, mas não tenham medo. Todas as experienciais e acontecimentos mais ou menos impressionantes de que possam vir a tomar conhecimento, fazem parte do processo de metamorfose deste conjunto inseparável a que se dá o nome de Terra/Humanidade. Se um indivíduo pode experimentar desequilíbrios, depois de receber uma dose considerável de vibração, ou após profundas mudanças, o mesmo acontece com a Terra. Quantos fizeram meditações de doação de energia para o planeta? Quantos visualizaram as grandes zonas de atrito em paz? Porém, a implementação dessa paz, que tanto desejaram e pelas quais tanto rezaram, não pode ser levada a cabo sem alguma turbulência.

O vosso corpo emocional tem vindo a ser trabalhado fortemente ao longo dos últimos tempos não só para tornar a vossa vida mais aprazível, mais fácil e escorreita, mas também para vos preparar para não reagirem com base nos velhos modelos ao que, eventualmente, possa vir a acontecer. Numa palavra, o vosso corpo emocional tem vindo a ser trabalhado para reagir com serenidade; e a informação que vão recebendo ajudar-vos-á a entender e a assimilar que o que acontece não são catástrofes mas movimentos de ajuste. Não têm de lamentar quem perece nesses acontecimentos, pois, espiritualmente falando, não há vítimas. Tudo o que acontece a qualquer ser humano foi decidido por algum dos seus níveis superiores, já que ele não se limita a ser o que manifesta à superfície deste planeta. Qualquer um pode ser surpreendido por um vendaval, uma inundação, uma onda de calor, etc., mas jamais é vítima das circunstâncias.

Não é fácil assimilar este conceito porque o decisor do desencarne não pode ser mostrado nem provado. É necessária, portanto, uma certa flexibilidade e abertura para se entender que assim é. Na verdade, a maior parte da humanidade está convencida que tudo acontece como fruto do seu desejo pessoal ou devido a circunstâncias adversas. O ego reserva para si os louros do que acontece de positivo, mas desresponsabiliza-se quando se mete em sarilhos. Fá-lo como se tudo não estivesse concertado, como se tudo não fosse uma coisa só, como se o mínimo acontecimento não fizesse parte de uma trama interdimensional. Sabemos, contudo, como é difícil aceitar este conceito sem pestanejar. Muito trabalho é requerido nesse sentido.

Portanto, espantem-se, mas não se assustem. Isto é fácil de dizer se nenhum dos vossos familiares estiver em causa, se acontecer apenas a quem é desconhecido e está longe. Neste caso talvez consigam reagir de uma forma relativamente equilibrada. Mas se algum familiar for atingido pela catástrofe, tudo isto se esboroa e passam a reagir de uma forma que vos desestrutura. É lícito que os laços familiares sejam mais fortes que aqueles que vos ligam a quem vive longe ou desconhecem. Contudo, o que acontecer, seja a quem for, não vos pode desequilibrar de tal forma que o luto seja um sofrimento de anos. É licito fazer o luto, chorar a perda; já não é licito fazer disso um drama interminável. Se tal acontece é porque havia algum tipo de dependência.

Seria bom que equilibrassem os sentimentos em relação ao nascimento e em relação à morte: nem a suprema alegria no nascimento, nem a suprema tristeza na morte, pois são duas mudanças de estado. Alguém que sai de um ponto e se materializa aqui; alguém que se desmaterializa aqui e volta para onde estava, digamos assim para simplificar. A morte é a coisa mais banal deste mundo e, no entanto, vejam a vossa dificuldade em lidar com esse acontecimento. É o único que têm como certo, mas evitam pô-lo ao mesmo nível dos outros eventos. Isto demonstra bem como a maior parte da população mundial está fora do eixo.

Quem tiver uma noção correcta do que vai ser implementado na Terra e reconhecer a perversão do sistema vigente, decerto se considerará um privilegiado por ter a oportunidade de viver esta transição. Esse indivíduo, porém, não pode estar ligado a esse sistema perverso porque, perante o que certamente irá acontecer, acabará por clamar por ajuda psiquiátrica. Ora, não é isso que se pretende. A serenidade tem de ser praticada em todas as circunstâncias, não só quando os ventos sopram de feição. Ser sereno na calmaria é extremamente fácil. Bem mais difícil é manter a serenidade em dias de tempestade. Quer isto dizer que têm de se tornar insensíveis ao que acontece à vossa volta? Não. É o corpo emocional que tem de passar a reagir de maneira diferente, porque a consciência superior sabe em que contextos se inserem esses acontecimentos nefastos. Sem esse conhecimento, não pode haver serenidade, nem tranquilidade, nem harmonia e, muito menos, beleza.

A serenidade não é para ser experimentada durante os períodos de meditação; é para ser manifestada perante a adversidade.

É durante a adversidade que o «mestre» é posto à prova. Logo, a forma como vocês, espontaneamente, reagirem a ocorrências trágicas poderá servir para avaliaram o quanto estão longe do estado de mestria, aquele que, afinal, tanto desejam. Experimentar esse estado de mestria é algo inevitável, num futuro longínquo; entretanto, muita conturbação certamente será experimentada. … Muito obrigado.
[1] Foi com esta frase que terminou o último texto abordado durante a palestra."

by Vitorino de Sousa

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