Wednesday, June 30, 2010

Passeios no campo

A propósito do abençoado passeio de ontem por MonSanto; a verdade é que foi a primeira vez que visitei este bosque com os 6 sentidos bem alerta e com uma avidez de aprender rapidamente tudo aquilo que já deveria saber há muito...enfim...as circunstâncias fizeram com que me educassem na cidade.

Ficam aqui as minhas palavras de agradecimento a um casal maravilhoso, os pais da minha querida Claudinha. Obrigada amiga, tens uns pais que são um tesouro, e obrigada por partilhá-los comigo ;-)

E fica aqui outra mensagem importante que recebi hoje. Não é à toa que o meu percurso passou também pelo Yoga e por aprender a respirar:

http://agelcrisalex.blogspot.com/2010/06/respiracaowmv.html

Como é bom encher os pulmões no meio da Natureza :-)

Monday, June 28, 2010

Seminário «Parcerias, Novas Crianças e Energia Matriz»

Porto - Sábado, 17 de Julho
Hotel Vila Galé - Av. Fernão de Magalhães

Lisboa - Domingo, 18 de Julho
Hotel Holiday Inn - Av. António José de Almeida

“Homens e mulheres vivem afastados, comunicando através de linguagens e sensibilidades diferentes. Por que razão a Fonte criadora permitiria que o Masculino e o Feminino - as suas expressões directas na terceira dimensão - crescessem apartadas uma da outra, buscando-se incessantemente sem nunca se encontrarem? Por que razão se separaria o que estava unido? Por que razão a biologia serviria de veículo de afastamento e não de conexão? Por que razão pais e mães humanos se limitam a ser continuadores do que é velho e está desvirtuado, da limitação e dos bloqueios, quando deviam ser promotores da evolução dos seus filhos, logo da humanidade? Como pode cada ser humano libertar-se destes condicionamentos? Qual é a nova realidade emergente? Em que medida as transformações planetárias vão impor uma mudança à humanidade? Como vão ser as novas crianças? Que tipo de rupturas vão acontecer?

Quem procura respostas para estas perguntas, talvez as encontre neste seminário.

As rupturas de que falamos não se referem a acontecimentos externos, mas internos. Os acontecimentos externos, que decerto afectarão todos os níveis das sociedades, são consequência dos internos. Seja como for, ninguém, da Terra ou de fora dela, pode revelar qual a cor com que cada um vai pintar a sua realidade. A única certeza é que ninguém conseguirá fugir a essas metamorfoses, pois, por via da vontade humana extradimensional, esses acontecimentos já ocorreram nas mais altas dimensões. Agora, porém, é tempo de tudo isso «descer» para se manifestar em nos níveis das realidades mundanas.

Lembrem-se das palavras de Sananda: «Onde a Energia Matriz tocar, nada ficará como era antes». E nós acrescentamos: a Energia Matriz vai tocar em tudo. Nem poderia ser de outro modo, já que este processo é global. Ou seja, não considera posições sociais, índices de riqueza ou de pobreza, orientações políticas e outros absurdos das actuais civilizações da Terra.»


PREÇO E FORMA DE PAGAMENTO

O preço individual é de €100 (€160 para casais) pagos em dinheiro ou cheque no acto de inscrição no dia do seminário.
ATENÇÃO: Aceitamos o parcelamento da quantia em dois cheques pré-datados: um deles com a data do seminário, o outro para qualquer outra data.

COMO FAZER A INSCRIÇÃO?

Também poderá inscrever-se enviando, para 96 527 92 84 (Vitorino de Sousa) ou 965 638 383 (Esmeralda Rios), um SMS com o seu nome próprio e apelido.

Muito obrigado pela atenção que dispensou a esta proposta.
Esmeralda Rios e Vitorino de Sousa

Sunday, June 27, 2010

Lua Cheia

agradecida pelo privilégio de assistir da minha janela à lua cheia e à serra de sintra, mesmo sendo só um pedacinho dela, fica aqui um texto que encontrei no blog:

http://serradesintra.blogspot.com

"A estranha aventura de Sintra, por António Quadros (I)

"E Cíntia, como lhe chamavam os gregos e os túrdulos, deriva o nome de Sintra. Cíntia era então, para sábios e poetas, o promontório da lua. O promontório da lua! Fantástica, misteriosa designação... Que realidade escondida, que verdade ignorada entreviram, lucidamente, os nossos longínquos antepassados? Nada ficou escrito, e a tradição oral não conserva vestígios dos reines sonhados, dos caminhos pressentido-os. Os séculos foram passando e, pouco a pouco, os homens foram destruindo implacavelmente os velhos mitos. Não importa. Nós sentimos, nós sabemos que só eles tinham razão, que Sintra não é um lugar como outro qualquer, que Sintra caiu entre nós por qualquer morta aventura, que Sintra não nos pertence, e nós não a merecemos porque não cremos na sua estranha origem. Condições climatéricas, natureza do terreno, constituição geológico ? Mentira, horrível mentira! A força que alimenta os fetos, erguendo-os até ao céu, e dando-lhes natureza de Piore, a seiva que oferece às flores tão belos e variados matizes, as mil tonalidades do verde, a harmonia duma paisagem em que os rochedos e os penhascos se conjugam com as camélias e com os cisnes brancos, o sangue que palpita nas veias da serra de Sintra, vêm da lua, da nuvem, de toda a parte, menos deste mundo. Os que amam Sintra, os adeptos da sua doce religião pagã, sabem-no bem. É um mundo diferente, onde a beleza é o ar que se respira, e a poesia é a própria respiração.

Este ponto fresco do vale, em que o olhar sobe, trepando a vegetação da montanha, atravessando as paredes frias do Palácio da Pena e perdendo-se ao longe, para lá do dia e da noite; aquele panorama do Castelo dos Moiros em que, sentados nas ameias gastas da muralha, avistamos o mar confundido com o céu; aquele outro lugar onde o Paço Real de Sintra, pesado de história, se esconde por detrás dum muro inteiramente coberto de musgo velho—ou o momento irreal em que a vista da serrania, com o céu, a floresta, e a rocha, o cheiro húmido da erva medrando em todo o lado, o fino som da água caindo da fonte e das aves cantando nas copas das árvores, se transformam numa única sensação, nova, selvagem e indiferenciada—, nada disso pode fazer parte da nossa humanidade."

Eat!

Bem vinda Vitalina!

http://vitalinanacozinha.blogspot.com/2010/06/o-habito-faz-o-monge.html?spref=fb

Pray!...

...when you think there is nothing else you can do!

Obrigada maninha pelo teu blog repleto de orações:

http://larasobral.blogspot.com/2010/05/gostaria-de-partilhar-aqui-dois-textos.html

e já agora aproveito para partilhar aqui um site que consulto quando necessário:

http://www.heavenletters.org/daily-heavenletter.html

Friday, June 25, 2010

Feng Shui

Confesso que apesar de entusiasta, não acreditava que os efeitos de um "tratamento" feng shui fossem tão eficazes na nossa vida e na atmosfera da nossa casa.
Apesar de me ter mudado há cerca de 3 anos para esta casa, a remodelação esteve a ser cozinhada devagarinho, com muita organização, recordações de viagens, objectos de grande valor pelo carinho da oferta e com o toque de mestre da minha querida amiga Suzana, que, está a caminho de se tornar uma consultora de sucesso nesta área.

Parabéns Suzy, gostei!

http://coureladasaude.blogspot.com/2010/06/fisica-quantica-legitima-o-feng-shui.html

Thursday, June 24, 2010

Obrigada!

Bem sei que hoje não é Thanksgiving Day, mas cá para mim, é como o natal, é quando um homem quiser:

"The Pilgrims Came

The Pilgrims came across the sea,
And never thought of you and me;
And yet it's very strange the way
We think of them Thanksgiving Day.
We tell their story old and true
Of how they sailed across the blue,
And found a new land to be free
And built their homes quite near the sea.
The people think that they were sad,
And grave; I'm sure that they were glad -
They made Thanksgiving Day - that's fun -
We thank the Pilgrims every one!"

by Annette Wynne

Reparações


Enviaram-me isto hoje por mail e se o objectivo era rir, confesso que 'gargalhei' :-)

Lição 86

Da bíblia do 3º milénio e o livro que mudou a minha vida: Um curso em milagres

"Lesson 86
These ideas are for review today:
(71) Only God's plan for salvation will work.
It is senseless for me to search wildly about for salvation. I have seen it in many people and in many things, but when I reached for it, it was not there. I was mistaken about where it is. I was mistaken about what it is. I will undertake no more idle seeking. Only God's plan for salvation will work. And I will rejoice because His plan can never fail.
These are some suggested forms for applying this idea specifically:
God's plan for salvation will save me from my perception of this.This is no exception in God's plan for my salvation. Let me perceive this only in the light of God's plan for salvation.

(72) Holding grievances is an attack on God's plan for salvation.
Holding grievances is an attempt to prove that God's plan for salvation will not work. Yet only His plan will work. By holding grievances, I am therefore excluding my only hope of salvation from my awareness. I would no longer defeat my own best interests in this insane way. I would accept God's plan for salvation, and be happy.
Specific applications for this idea might be in these forms:
I am choosing between misperception and salvation as I look on this.If I see grounds for grievances in this, I will not see the grounds for my salvation. This calls for salvation, not attack. "

Wednesday, June 23, 2010

Bons conselhos

"As universidades de Harvard e Cambridge publicaram, recentemente, um manual com 20 conselhos saudáveis para melhorarem a qualidade de vida de forma prática e simples. São:

1 - Beber um copo de sumo de laranja, diariamente.
Para aumentar o ferro e repor a vitamina C.

2 - Salpicar canela no café.
Mantém baixo o colestrol, e estáveis os níveis de açúcar no sangue.

3 - Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral.
O qual tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro do que tem o pão branco.

4 - Mastigar os vegetais por mais tempo.
Aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos no corpo. Mastigar liberta sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.

5 - Adoptar a regra dos 80%.
Servir-se de menos 20% da comida evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida, e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

6 - O futuro está na laranja.
Reduz em 30% o risco de cancro de pulmão.

7 - Fazer refeições coloridas como o arco-íris.
Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco, em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

8 - Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha.
O Licopene, um antioxidante do tomate, pode inibir e ainda reverter o crescimento de tumores; e, ademais, é melhor absorvido pelo corpo quando o tomate está em molhos para massas ou para pizza.

9 - Limpar a sua escova de dentes e tocá-la regularmente.
As escovas podem espalhar gripes, resfriados e germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente, pelo menos quatro vezes por semana (aproveite o banho no chuveiro); sobretudo durante e após períodos de doença, devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10 - Realizar actividades que estimulem a mente e fortaleçam a sua memória.
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, qualquer habilidade nova. Leia um livro e memorize parágrafos.

11 - Usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidades de sofrer arterosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar mais seis anos à sua idade biológica, porque remove as bactérias que atacam os dentes e o corpo.

12 - Rir.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o stresse, acorda células naturais de defesa e desperta os anticorpos.

13 - Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, (sempre frescos), devem ser cortados e descascados no momento em que vão ser consumidos.
isto aumenta os níveis de nutrientes contra o cancro.

14 - Ligar para os seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard conclui que 91% das pessoas que não mantém um laço afectivo com as pessoas de quem gostam, particularmente com a mãe, desenvolvem tensão alta (alta pressão), alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.

15 - Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelitas também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.

16 - Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos, sofrem mais de stresse e vão mais ao médico, dizem os cientistas da Cambridge University. As mascotes fazem-nos sentir optimistas, relaxado, e isso baiixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até com um peixinho dourado podemos obter um bom resultado.

17 - Colocar tomate ou verduras frescas no sanduiche.
Uma porção de tomate por dia, baixa o risco de doença coronária em 30% segundo os cientistas da Harvard Medical School.

18 - Reorganizar o frigorífico.
As verduras, em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas.
A luz artificial do equipamento destrói os flavenóides (que combatem o cancro) que todos os vegetais têm. Por isso, é melhor usar a área reservada às verduras, que é aquela gaveta em baixo.

19 - Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo, nas saladas, e cereais são nutrientes antioxidantes.
E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20 - E, por último, uma súmula de pequenas dicas para alongar a vida:

* Comer chocolate: duas barras por semana dão mais um ano à vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.

*Pensar positivamente: as pessoas optimistas podem viver até mais 12 anos que os pessimistas, as quais, ademais apanham gripes e resfriados mais facilmente.

*Ser sociável: as pessoas com fortes laços sociais, ou redes de amigos, têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias, ou que só têm contacto com a família.

*Conhecer-se a si mesmo: os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter', têm 35% mais de probabilidade de viver mais tempo.

Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente se tornam hábitos.

É exactamente o que diz Séneca:

'Escolha a melhor forma de viver, e o costume a tornará agradável'!"

Tuesday, June 22, 2010

Em oração a todos os que estão no meu coração neste momento

Do Livro: "O que faria Jesus para encontrar sentido no sofrimento?" que me acompanhou nos últimos 5 anos e que consultava numa página à toa naqueles momentos em que a dor é superior a qualquer lucidez:

"Jesus iria Confiar na Comunidade: Jesus não se doou a nós, também nos doou uns aos outros. Os que sofrem no corpo ou na alma têm sempre um lugar especial nas orações das pessoas que em seu nome se reúnem.
Têm também um direito na preocupação dessas pessoas. Sua comunidade de fé é rica em recursos: gente que pode visitar ou aconselhar você, dar uma mão em todo tipo de questão prática. Peça com liberdade, e com alegria aceite qualquer coisa de que precisar - e permita que os outros sirvam ao Senhor."

Monday, June 21, 2010

Este 7 merece um post


ForÇa Portugal! Estamos contigo

Sunday, June 20, 2010

Em jeito de Homenagem à minha Avó Isabel

Um belíssimo poema do seu irmão Adelino da Costa Gonçalves

"Aquela Velha Tileira

Aquela velha tileira
Em frente da velha igreja
Junto da antiga capela
Dum ferreiro genial
Que fundou Oliveira
E lhe deu a primazia
De ser também Hospital

Aquela velha tileira!

Plantada em pequenina
Por ilustre oliveirense
Que foi senhor entendido
Em arte e em beleza

Aquela velha tileira!

Pela sua grandeza
Pela sua formusura
Já devia ser inteira
A nossa melhor doçura
A nossa árvore primeira
A nossa maior senhora
A senhora de Oliveira

Aquela velha tileira!

Que em chegando o Outono
Se despe ingenuamente
E fica nua, fica triste,
Dando o corpo ao seu dono
A sua bela folhagem
Tudo o que tem de melhor
Que seria até vaidade

E continua despida
Quando o Inverno aparece
Resistindo à investida
Dum tempo que não merece,
Mas logo que o tempo passe
E a Primavera aproxima
Sua carícia de sol
Ela, a nobre tileira
Farta de estar inactiva
Dá de vez sua primeira
Sensação de reanimar.
Quer voltar a ser menina
Quer voltar a casar
Que a sua flor pequenina
Tem arte até de curar...

Aquela velha tileira!

Tão alta, da mesma altura
Da torre da velha igreja,
Sem perder a compustura,
Que de humilde até rasteja,
Subiu alto para ver
Com mais ânsia e amplitude
Tudo que em redor se vislumbra
Tudo o que estava em penumbra
Se não fosse aquela altura,
E assim já pode ver
Além, a Serra da Estrela,

O seu granito impotente
Numa nova perspectiva
Mais alargada, mais livre,
Mais de perto, mais de frente...

Aquela velha tileira!

Aquela velha tileira!"

Friday, June 18, 2010

José Saramago

Fica aqui a minha modesta homenagem a um dos GRANDES desta pátria Lusitana, com vergonha confesso que só li um livro: O Envagelho segundo Jesus Cristo, curiosamente pelas mãos do meu primeiro namorado. O outro que hei-de ler mora na minha estante, são os "Cadernos de Lanzarote", não sei porque ainda não o li, está abençoadamente autografado.

Wednesday, June 16, 2010

Sucesso


"A maior tentação nos negócios é alimentar o passado e esquecer-se do futuro"

Peter Drucker

Solucionador de Problemas


Tuesday, June 15, 2010

Plantas terapêuticas

1) Alecrim
Banhos: É revitalizador, promovendo a limpeza da mente e das emoções. Activa a circulação e tem acção anti-reumatismal.

Nota: Os banhos revitalizantes não necessitam de ser preparados através da fervura das ervas. Devem ficar de molho (maceração) durante duas ou três horas. Depois de coar juntar à agua do banho.

Chá: Tem acção reguladora das funções digestivas e biliares.

Tintura: Retira as contaminações do plexo solar e da zona lombar.

Óleo: Clarifica a actividade mental, quando aplicado no chacra frontal. Promove a protecção do plexo solar, quando aplicado sobre o estômago.

2) Alfazema
Banhos: É calmante e tranquilizador, quando usado em quantidades moderadas. Em estados de grande ansiedade, promove o apaziguamento e a clareza. Limpeza do corpo emocional.

Chá: Tem acção reguladora das funções digestivas, combate a flatulência e a anorexia. É um poderoso tranquilizador. Possui uma acção eficaz contra a tensão pré-menstrual, juntamente com a salva.

Tintura: Limpa todos as contaminações do plano emocional, nas zonas dos chacras e nas costas.

Óleo: Aplicado no segundo chacra e na chacra cardíaco, promove a serenidade emocional, afastando as contaminações que se criam à volta destes chacras. Aplicado no chacra frontal, em pequenas quantidades, promove a clareza e o apaziguamento da mente.

3) Alho
Banhos: Limpa profundamente a aura e repele os ataques energéticos.

Chá: Só em casos extremos, para limpeza de corpo físico, quando a pessoa suspeita que ingeriu algo que a lesou internamente. Este chá é sempre acompanhado de outras ervas.

Tintura: Utiliza-se em quem sofre de acoplamentos energéticos estranhos (quer se trate de 1) controlo directo de seres humanos, 2) seres desencarnados, 3) seres de quarta dimensão), para limpeza e afastamento dessas energias. Normalmente, esta tintura integra outras ervas, consoante a situação.

Óleo: funciona como repelente de ataques energéticos. Pode ser aplicado em qualquer chacra e nas costas, onde o paciente for mais frágil.

4) Arruda
Banho: Limpeza e o afastamento de qualquer ataque energético, impedindo a contaminação da aura. Favorece o equilibro emocional e mental. É coadjuvante do alho.

Chá: Regulador nas perturbações menstruais. Preparado com outras ervas, corta e limpa manipulações de magia negra.

Tintura: Corta, limpa e afasta contaminações vibracionais, inclusive de magia negra, conferindo leveza ao corpo físico, mental e emocional. Quando preparada com alho, repele ataques energéticos de toda a ordem.

Óleo: Protector contra os ataques energéticos de toda a ordem. Ajuda a proteger contra as manipulações de magia negra.

5) Camomila
Banho: Limpeza emocional e física. Tranquilizante.

Chá: Equilibra as funções digestivas, combate a colite. Tranquiliza e equilibra as emoções.

Tintura: Deve usar-se com moderação, principalmente na zona do cardíaco. Promove a limpeza emocional e afasta as obsessões mentais.

Óleo: Protege dos ataques energéticos ao nível emocional e mental, ajudando a ver com clareza e sem medos.




6) Cardo mariano
Banho: Em casos de dor profunda de perda, de dificuldade em ultrapassar as perdas ou incapacidade de perdoar. Ajuda a equilibrar o mal-estar decorrente da inveja e da raiva, seja sentido pela própria pessoa ou seja ela o alvo desses sentimentos.

Chá: Ajuda a equilibrar as doenças hepáticas e casos de envenenamento e intoxicação. Trata os sentimentos mais corrosivos relacionados com a raiva, a inveja, o ciúme... os venenos do corpo humano.

Tintura: Regra geral, aplica-se na zona do plexo solar. Limpa as contaminações provocadas pelos sentimentos corrosivos acima enumerados.

Óleo: Protege contra os ataques dos sentimentos corrosivos e ajuda a drená-los do sistema.


7) Cebola
Banho: Limpeza do corpo físico, mental e emocional, quando há perturbação e incapacidade de discernir o que fazer.

Chá: Favorece o tratamento de constipações, rouquidão e tosse. Ajuda a clareza menta. Depuração interna.

Tintura: Poderoso promotor de limpeza de materiais energéticos acoplados à aura, que impedem a pessoa que ver, pensar, sentir e intuir com clareza. Deve ser adicionado sabugueiro ou Espinheiro-alvar, conforme os casos. A aplicação é feita nos pontos mais frágeis da pessoa.

Óleo: Clareza. Pode ser aplicado em qualquer ponto de corpo, conforme a terapia necessária.

8) Chicória
Banhos: Deve ser utilizada em quem se mascara, esconde a sua verdade ou a desconhece. Limpa o que não pertence à pessoa. Deve ser utilizada durante pelo menos sete dias, juntamente com outras ervas.

Chá: Perturbações digestivas e falta de apetite. Ajuda à percepção clara.

Tintura: Remove o que não pertence à pessoa, e permite perceber a verdade.

Óleo: Promove o contacto com o ser interno.

9) Espinheiro-alvar (Pilriteiro)
Banho: Equilíbrio das emoções. Com outras plantas, liberta as emoções mais negativas.

Chá: Anti-oxidante e regulador da pressão sanguínea. Tranquiliza as emoções e liberta de estados de muita negatividade. Abre o coração ao amor incondicional.

Tintura: Remove as emoções negativas e abre o coração ao amor incondicional.

Óleo: Equilibra as emoções e favorece a abertura para a verdadeira vibração do amor.

10) Espirulina (alga)
Banhos: Limpeza e reequilíbrio mineral do corpo. Só deve ser utilizado, para reequilíbrio, depois de banhos profundos de limpeza.

Nota: Quando se utilizam algas na preparação de um banho, elas só devem ser colocadas no final do período de fervura.

Chá: Tomar depois do banho, juntamente com alfazema.

Tintura: Colabora na limpeza, em paralelo com outras opções. Os terapeutas, depois de trabalhos energéticos, podem recorrer a esta tintura para se reequilibrarem e limparem.

Óleo: Reequilíbrio profundo em qualquer chacra e nas costas.

11) Eucalipto
Banhos: Limpeza profunda ao nível dos medos, das obsessões e das fixações mentais, que criam portas de entrada para acoplamentos energéticos.

Chá: Clareza mental e emocional. Utilizar com muita moderação e em doses muito pequenas, em circunstâncias em que seja indicado superiormente.

Tintura: É coadjuvante do alho no afastamento de obsessões.

Óleo: Revitalizante. Protecção das zonas frágeis do corpo.

12) Hipericão
Banhos: Limpeza dos sentimentos corrosivos e das energias que se acoplam por via do abaixamento energético. Combate as manipulações de magia negra.

Chá: Equilibra as funções hepáticas. Combate a depressão, assim como os estados de abatimento induzidos pela manipulação da magia negra ou por perda da vitalidade provocada por situações de “vampirização” energética.

Tintura: Limpeza de emoções e contaminações. Induz o reequilíbrio emocional.

Óleo: Elimina os efeitos dos ataques de “vampirização” e dos problemas decorrentes da inveja, da raiva…

13) Hipericão do Gerês
Banhos: Actua sobre as emoções corrosivas, quer a pessoa seja o emissor ou o receptor delas.

Chá: Reestrutura as funções hepáticas e combate os sentimentos negativos.

Tintura: Limpeza das contaminações provocadas pelos ataques energéticos, que resultam da emanação das emoções negativas.


14) Hortelã
Banhos: Revitalizador das funções vitais. Equilibrador nos processos de limpeza.

Chá: Favorece a digestão, revitaliza e equilibra as emoções.

Tintura: Deve ser utilizada com outras ervas, como a cidreira ou o tomilho, para colaborar na revitalização e no equilíbrio emocional.

Óleo: Protege, equilibra e revitaliza o nível físico, emocional e mental.

15) Laminária (alga)
Banhos: Limpeza e libertação do que é mais denso na pessoa. Não deve ser fervida.

Chá: Limpeza. Equilibra as funções do apetite e a hidratação do corpo físico.

Tintura: Limpeza profunda do nível emocional. Não deve ser utilizada em crianças. Em casos de grande sensibilidade intuitiva, pode provocar contacto com situações de vidas anteriores.

Óleo: Promove o equilíbrio profundo.

16) Manjericão
Banhos: Limpeza e o equilíbrio emocional.

Chá: Estimula ao apetite, equilibra a digestão, tem efeito sedativo e ajuda a equilibrar as emoções.

Tintura: Limpeza das contaminações resultantes do desequilíbrio emocional.

Óleo: Protege as zonas sensíveis dos ataques vibracionais, que induzem o desequilíbrio

17) Manjerona
Banhos: Promotor da limpeza. Tranquiliza e equilibra os exacerbamentos sexuais que promovem acoplamentos de parasitas etéricos.

Chá: Trata as cefaleias e as infecções urinárias. Equilibra a função digestiva e a flatulência. Tranquilizante.

Tintura: Conjuntamente com outras plantas, corta situações de obsessão sexual.

Óleo: Equilibra e acalma, funcionando como protector. Deve ser usado com moderação e só quando houver indicação superior, pois podem ocorrer cefaleias.

18) Oliveira
Banho: Limpa e equilibra o corpo físico, revitalizando-o.

Chá: Tem acção diurética e equilibradora do corpo.

Tintura: Favorece a limpeza dos chacras cardíaco, laríngeo, frontal e coronal. É utilizado conforme as situações.

Óleo: Equilíbrio das funções vitais do corpo físico. Aplicado no timo, favorece a ligação entre os três chacras superiores e os inferiores.

19) Rosa
Banho: Promove o equilíbrio emocional e a abertura ao amor.

Chá: Liberta as emoções.

Tintura: Remove os estados de negatividade e liberta de tudo o que é emocionalmente tóxico.

Óleo: Equilibra as emoções e permite a abertura do coração.

20) Sabugueiro
Banho: Purificação profunda da aura, em todos os casos.

Chá: Estados gripais e febris. Libertação de toxinas físicas e energéticas.

Tintura: Conjuntamente com outras plantas, anula casos de obsessão e de vampirização. Remove as contaminações mais profundas.

Óleo: Equilibra todos os chacras.

21) Salva
Banho: Limpeza de contaminações vibracionais. Libertação do que está preso ao corpo físico.

Chá: Estimulador do apetite. Prevenção da tensão pré menstrual, conjuntamente com a alfazema.

Tintura: Equilíbrio da polaridade do corpo.

Óleo: Protege o corpo de ataque ao nível da sexualidade.

22) Tomilho
Banho: Revitalizador do corpo físico.

Chá: Revitalizador do corpo físico. Favorece as digestões e trata as afecções respiratórias.

Tintura: Remove tudo o que esteja acoplado ao sistema digestivo. Aplicado nas costas, combate a perda de vitalidade.

Óleo: Revitalizante e protector, bloqueando a acção de energias estranhas.

retirado do Manual do Curso Energia Matriz
by Esmeralda Rios e Vitorino de Sousa

Ritual dos 5 Elementos

Entrei agora na recta final deste exercício de cura e devo admitir que quando inicei não estava assim tão crente nos seus resultados, agora só consigo dizer uma coisa:

I'M FUCKING AMAZED!!!

Desnecessário dizer que recomendo vivamente :-)

"Numa folha de papel, escreva o seguinte:

Intenção 1
Perante a Inteligência Universal, declaro que não autorizo qualquer tipo de manipulações condicionadoras contra mim. Em nome da Justiça Cósmica, que essas intenções negativas sejam devolvidas aos emissores – quem as fez e quem as encomendou - como desafios de crescimento.

Faça 5 versões deste texto e trate cada uma delas da seguinte forma, num lugar resguardado da natureza:

1º Versão do texto - Elemento Terra
Rasgar em pedaços pequenos e enterrá-los, pelo menos a um palmo de profundidade.

2ª Versão do texto - Elemento Fogo
– Amachucar a folha e queimar completamente, de preferência usando um recipiente. Pode usar um pouco de álcool para facilitar a combustão.

3ª Versão do texto - Elemento Ar
Rasgar em pedaços muito pequenos e deitá-los ao vento, de preferência de um lugar alto e isolado.

4ª Versão do texto - Elemento Água
Rasgar em pedaços muito pequenos e deitar ao mar. Em alternativa pode optar por um rio, desde que a água seja corrente. Jamais optar por água parada (lagos, albufeiras, etc.).

Não se esqueça de fazer estes rituais num lugar resguardado da natureza, de preferência sem ninguém por perto.

Depois – e só depois – de ter cumprido estas quatro fases do processo (no mais curto prazo de tempo possível), deve entregar-se ao passo seguinte:

5ª Versão do texto - Elemento Éter
Recolha-se num lugar tranquilo, em casa ou na natureza, no dia e na hora que achar mais conveniente. Concentre-se durante uns minutos. Depois, convicta e sentidamente, recite o texto que escreveu. Repita o procedimento durante 7 dias.

A fase final deste ritual é utilizar esta 5ª versão do texto para preparar Água Matriz.

Método de preparação de Água Matriz

Passo 1
Recolha-se num ambiente tranquilo e leve consigo uma garrafa de água mineral de meio litro. Faça o seu ritual habitual de concentração, como quando se prepara para meditar.

Passo 2
Convictamente, leia o texto da 5ª versão do RITUAL DOS CINCO ELEMENTOS e enrole a garrafa nessa folha que acabou de ler.

Passo 3
Enterre a garrafa durante uma semana. O objectivo deste procedimento é dar tempo para que a água absorva a Energia Matriz irradiada pelo planeta, a fim de aumentar a capacidade de satisfazer a sua intenção.

Passo 4
O ideal será enterrar a garrafa num chão de terra ou areia. Não sendo viável, use um vaso ou outro recipiente (de barro, madeira, plástico ou qualquer outro material), que encherá com terra. Deixe esse recipiente dentro de casa apenas se não tiver varanda; encontre uma maneira de o pôr ao ar livre, nem que seja no jardim ou na varanda de uma pessoa amiga. Cuide para que a garrafa fique totalmente coberta de terra, a tampa inclusive.

Passo 5
No mesmo dia da semana seguinte desenterre a garrafa (deite fora o papel em que está embrulhada) e verta o seu conteúdo num garrafão de cinco litros de água mineral. Misture bem e passe a tomar, diariamente, uma garrafa de meio litro. Evite beber mais de meio litro por dia. Se costuma ingerir muitos líquidos diariamente, sugerimos que perfaça a sua cota diária com água mineral comum, chá, etc.

Veja mais informações, no final deste texto, sobre a utilização da Água Matriz.

*
Depois de ter acabado de tomar a Água Matriz programada com a Intenção 1, faça uma pausa de uma semana. No mesmo dia da semana seguinte, repita o procedimento – desde o início - com a Intenção 2:

Intenção 2
Perante a Inteligência Universal, declaro-me arrependido/a por todo o mal que, em pensamento, desejei aos meus irmãos, nesta e em noutras vidas, assim como pelos prejuízos que os meus pensamentos negativos desencadearam. Peço perdão ao Espírito e a quem prejudiquei por não ter conseguido agir com base na Luz e no Amor.

Depois de ter acabado de tomar a Água Matriz programada com a Intenção 2, faça uma pausa de uma semana. No mesmo dia da semana seguinte, repita o procedimento – desde o início - com a última intenção.

Intenção 3
Perante a Inteligência Universal, declaro cancelados todos os «trabalhos» que eu próprio/a fiz (ou encomendei a outros) com o intuito de prejudicar a vida de terceiros, condicionar o seu livre arbítrio, bloquear o seu desenvolvimento, etc. Em relação ao que possa ter feito nesta vida, comprometo-me a gastar o mesmo valor em dinheiro, que gastei na execução dessas acções que, hoje, considero lamentáveis. Peço perdão ao Espírito e a quem prejudiquei por não ter conseguido agir com base na Luz e no Amor.

Você poderá achar que nada disto lhe diz respeito, por nunca ter aderido a esta via. Lembre-se, porém, que você não sabe o que andou a fazer em vidas anteriores. Considerando o baixíssimo grau de consciência que a Humanidade sempre manifestou, é praticamente impossível que você, em algum momento do tempo, não tenha caído na tentação de recorrer à magia negra em seu proveito. Portanto, como se trata de depurar o «arquivo total», seria bom que não rejeitasse este último passo do RITUAL DOS 5 ELEMENTOS."

by Esmeralda e Vitorino

Força Portugal!


Vamos embora rapazes, acreditem!

Avenida da Liberdade

"La Libertad es el unico objeto digno del sacrificio de la Vida de los Hombres"
Simon Bolivar
Av. da Liberdade
Lisboa


Monday, June 14, 2010

Em homenagem aos artistas

Em especial neste momento a dois, pois souberam perserverar na sua integridade e amor à ARTE, reconhecimento da responsabilidade do artista e recusando sempre o poder do metal: Anna Mascolo e Filipe Mendes.


Os textos são excertos, que há muito queria copiar mas só hoje tomei esse vagar, expostos no Estudio Escola Anna Mascolo:


"O Artista

Simultaneamente criatura e criador do seu meio - o artista é, em verdade, influente nele. De aí que ao mesmo tempo seja temido, adulado, combatido, odiado, amado.
De aí que a sua liberdade, sendo a que tem de mais caro, seja o que tem de menos seguro.

Reconhecido o prestígio da arte, todos o procuram utilizar, ou inutilizar se o não utilizam. E são os chefes de todas as facções que perseguem como corruptos e corruptores os artistas que os não sirvam; são os representantes de todas as castas, classes ou sociedades, que declaram agitadores imorais os artistas que se lhes não submetam; são os fariseus de todas as religiões, os fanáticos de toda a letra da lei, os generais de toda a invalidez, os vendilhões de todos os templos, que apontam a cruz, a cicuta, a fogueira, o grilhão, a mordaça, aos artistas cujo sonho se evolou livre”

Junho de 1935 José Régio

-/-

"A Dança é uma Aristocracia. Uma arte exlusiva que só pode ser abordada pelos que a ela querem consagrado todo o seu tempo e toda a sua energia.

É igualmente uma Democracia na medida em que se oferece a todos que saibam merecê-la."

George Balanchine

-/-

"Ninguém nasce bailarino; mas é essencial querer consegui-lo. Tal vontade é a disciplina de uma carreira e todo o trabalho é a linguagem dessa disciplina."

Mikahil Baryshnikov

-/-

Escrevo estas palavras hoje, ao constatar mais uma vez, como os verdadeiros artistas ficam tantas vezes à margem da sociedade por não venderem a sua alma. Constatei que quando comecei no ballet tive uma das duas melhores professoras de ballet de Portugal. E nessa altura a dança era tudo para mim, vivia a dançar e depois com as voltas da vida, acabei por falhar provas de admissão numa carreira profissional e acabei numa dessas escolas que vivem para o espéctáculo de final de ano, que em vez de verdadeiros pianistas têm gravadores, que em vez de aulas têm ensaios sem antes terem aprendido a técnica, que deformam os corpos, e que invariavelmente levam ao desencantamento pela dança, ou pelo menos a fazer-nos crer que nunca atingiremos o nível de conseguir reproduzir a beleza com o movimento do corpo.

Constatei também que quando o mundo me desiludiu, foi para a dança que me voltei novamente, que consciente da minha ignorância confiei na minha intuição e acabei escolhendo a escola da melhor professora de Portugal. E após 9 anos com uma professora a sério constato que consegui o que desejava e muito mais: coordenação, equilibrio, força e liberdade...."dança como se ninguém estivesse a ver", sim, essa mesma, a mesma que perdi, em criança, a primeira vez que se riram de mim por me ver dançar fora do palco.

Termino com uma frase que a minha professora disse ou citou (falha-me a memória): A dança é um minuto de palco e 10 anos de trabalho.

Recordando Charlie Chaplin - The Lion's cage

video

Exposições

Recomenda-se na Culturgest até 29 de Agosto:

"Para o cego no quarto escuro à procura do gato preto que não está lá"

Reflexões V

“PURSAH: O que nos leva à atitude do J. Ele é a consciência do não dualismo puro, o fim da estrada, a última paragem.
Não te deves esquecer que cada uma das quatro atitudes mais importantes da aprendizagem é em si mesma uma longa estrada e que, por vezes, andarás a saltitar como uma bola de pingue-pongue entre elas. O Espírito Santo ir-te-á corrigindo ao longo do caminho e pôr-te-á outra vez na direcção certa. Não te sintas mal se perderes temporariamente o caminho. Não há ninguém que tenha pisado esta terra, incluindo o J, que não tenha caído em nenhuma tentação ao longo do caminho. O mito de viver uma vida perfeita no que respeita ao comportamento é frustrante e desnecessário.

Tal como um navegador ou um computador corrige constantemente a direcção de um avião a jacto ao longo da sua rota, o Espírito Santo está sempre a corrigir-te, seja o que for que pareças estar a fazer ou seja qual o fôr o nível de consciência espiritual em que possas estar. Pode ser possível ignorá-lo, mas nunca é possível perdê-lo. O avião a jacto está sempre a desviar-se da rota, mas através da correcção constante, chega ao seu destino. Também tu chegarás ao teu destino. É um assunto arrumado; não conseguirias estragá-lo mesmo que quisesses. A verdadeira questão é: Durante quanto tempo queres prolongar o teu sofrimento?

Ainda não é demasiado tarde para começares a pensar segundo as linhas do não-dualismo puro. Não o irás seguir sempre, mas não custa começar. Estarás a começar a pensar como o J, a escutar o Espírito Santo como ele o fez. Mas no fim, terás que partir este não-dualismo puro em dois níveis.

GARY: Porquê?

PURSAH: Pára com essa de dominares a conversa. É porque tu aparentemente te partiste em dois níveis diferentes e a Voz que representa o Tipo importante tem de falar contigo como se tu estivesses aqui, neste mundo. De que outra forma é que tu o poderias ouvir?

ARTEN: Vamos começar com o aspecto geral do não-dualismo puro e deixar as suas aplicações específicas e práticas para mais tarde. O perdão evoluído como o J particava – por oposição à forma de perdão primitiva e atrasada que o mundo por vezes pratica exige mais compreensão do que a que tens neste momento. Por isso, vamos continuar.
Mesmo uma leitura apressada do Novo Testamento feita por uma pessoa com uma inteligência rudimentar deve revelar que o J não era crítico nem reaccionário.

GARY: Isso não é muito elogioso para a Coligação Católica.
PURSAH: Tu não gostas deles, pois não?
GARY: Estou farto de ouvir esses impiedosos políticos de direita que se intitulam cristãos, mas que, provavelmente, não reconheceriam Jesus se ele lhes aparecesse e lhes desse uma dentada no rabo.
PURSAH: Sim, mas isso é uma armadilha subtil e tu caiste de cabeça nela. Pode ser correcto a nível da forma dizer que a maioria dos cristãos poderia facilmente mudar o nome da religião deles para Julgamentalismo. Mas se tu criticares o julgamento deles, estás a fazer a mesma coisa que eles, o que te põe na mesma posição acorrentado a um corpo e a um mundo que estás a tornar psicologicamente real para ti próprio ao não conseguires perdoar.

É óbvio que a maioria das pessoas não conseguiria perdoar completamente aos outros nem que a sua vida dependesse disso e a tua vida real depende realmente disso. Em vez de simplesmente enfatizar que o J foi capaz de perdoar às pessoas mesmo quando elas o estavam a matar – ao passo que a maioria dos cristãos de hoje nem sequer conseguem perdoar às pessoas que não lhes fizeram nada – seria muitíssimo mais benéfico para ti perguntar como é que ele o conseguiu fazer.

A propósito, irás descobrir, à medida que formos avançando, que as organizações do tipo das dos Republicanos e dos Democratas, da Coligação Católica e da União Americana das Liberdades Civis existem por uma razão completamente diferente daquela em que presentemente acreditas.
GARY: Nesse caso, acho que devem avançar, mas primeiro posso perguntar-vos uma coisa sobre o não-dualismo?
PURSAH: É melhor que seja boa. Estás a distrair-me.
GARY: Lembro-me que uma vez um borracho, quero dizer, uma mulher, que era estudante universitária de Física, me disse que a matéria aparece do nada e que é quase tudo espaço vazio. Estás a dizer que é o pensamento que faz esta matéria aparcer?
PURSAH: É verdade que a matéria aparece do nada. O que é menos óbvio, e contudo é preciso compreender, é que depois de ela aparecer continua a não estar em lado nenhum. Todo o espaço é vazio e não-existente, até a minúscula fracção dele que parece conter alguma coisa. Iremos acabar por explicar o que é essa alguma coisa. Quanto aos pensamentos fazerem aparecer imagens, uma maneira mais correcta de o exprimir seria que, um pensamento, fez com que aparecessem as imagens todas, porque elas todas representam a mesma coisa em formas aparentemente diferentes. Estas questões são mais cobertas pelos ensinamentos mais recentes do J, que estão deliberadamente expressos numa linguagem que pode ser compreendida mas não facilmente digerida pelas pessoas do teu tempo. Por agora, concentremo-nos numa pequena clarificação do passado para te preparar para conhecer o presente.

GARY: Está bem, já que vocês aqui estão. Quero dizer, já que nós outrora parecemos colectivamente formar uma imagem aqui.
ARTEN: Como já disse, o J não era nem critico nem reaccionário e o nosso breve resumo do não-dualismo deve ter-te dado a ideia de ele não estaria disposto a fazer qualquer compromisso nesta lógica: se nada está fora da tua mente, então julgá-lo é conceder-lhe poder sobre ti e não o julgar é retirar-lhe poder sobre ti. Não há dúvida de que isto contribui para o fim do teu sofrimento. Mas o nosso irmão J não parou por aqui.
O não-dualismo puro reconhece a autoridade de Deus tão completamente que renuncia a toda a ligação psicológica a tudo o que não seja Deus. Esta atitude também reconhece que aquilo a que algumas pessoas chamaram o princípio “igual a partir de igual”, que diz que tudo o que vem de Deus tem de ser igual a Ele. O não-dualismo puro também não está disposto a fazer compromissos em relação a este princípio. Pelo contrário, diz que tudo o que vem de Deus tem que ser exactamente igual a Ele. Deus não poderia criar nada que não fosse perfeito, se o fizesse Ele não seria perfeito. A lógica disto é perfeita. Se Deus é perfeito e eterno, então, por definição, tudo o que ele cria teria também de ser perfeito e eterno.

GARY: Não há dúvidas de que isso resume tudo.
ARTEN: Uma vez que obviamente não há nada neste mundo que seja perfeito e eterno, o J foi capaz de ver o mundo tal como ele era nada. Mas também sabia que ele apareceu por uma razão e que era um truque para manter as pessoas afastadas da verdade de Deus e do seu Reino.
GARY: Porque é que tem que nos manter afastados da verdade?
ARTEN: Isso ainda só vem numas discussões mais à frente, mas tu precisas de compreender que o J fez uma distinção completa e intransigente entre Deus e tudo o resto – sendo tudo o resto totalmente insignificante excepto pela oportunidade que deu de ouvir a sua interpretação que o Espírito Santo faz dele, em vez da do mundo. Qualquer coisa que envolva a percepção e a mudança seria, pela sua própria natureza, imperfeita – uma ideia que Platão exprimiu, mas não desenvolveu completamente em termos de Deus. O J aprendeu a ignorar a percepção e a escolher com o Amor perfeito do espírito de forma consistente. As distinções vitais entre o espírito perfeito e o mundo de mudança permitiram-lhe ouvir cada vez mais a Voz do Espírito Santo, o que, por sua vez, permitiu que se desenrolasse um processo onde ele podia perdoar cada vez mais. A Voz pela verdade tornou-se cada vez mais alta e mais forte até chegar ao ponto em que só conseguia ouvir esta única Voz e ver através de tudo o resto. Por fim, o J tornou-se, ou melhor, voltou a tornar-se, aquilo que esta Voz representa a verdadeira realidade, tua e dele, enquanto espírito e unidade com o Reino do Céu.

Lembra-te, se acreditares que Deus tem alguma coisa a ver com o universo da percepção e mudança, ou se acreditares que a mente que fez este mundo tem alguma coisa a ver com Deus, estarás a sabotar o processo de desenvolver a tua capacidade de ouvir a voz do Espírito Santo. Porquê? Uma razão tem a ver com a tua culpa inconsciente, que é uma coisa com a qual terás de acabar por te confrontar. Outra é que é um pré-requisito para ganhar o poder e a paz do Reino é abdicares do teu pseudo-poder e do teu próprio reino bastante precário. Como é que podes desistir das tuas criações erradas se acreditares que elas são a Vontade de Deus? E como é que podes abandonar a tua fraqueza se acreditares que é força?

Tens de estar disposto a ceder a ideia de Autoria a Deus se queres ser capaz de tomar parte no teu poder verdadeiro. O caminho é a humildade e não uma humildade falsa que diz que és incompetente, mas uma humildade verdadeira que diz simplesmente que Deus é a tua única Fonte. Irás compreender que não precisas de nada, excepto do seu Amor, e àquele que não precisa de nada pode confiar-se tudo.
Por isso, quando o J fez afirmações como: “ Por mim, não posso nada”, e “Eu e o Pai somos um”, ele de facto não estava a reinvindicar nenhuma característica especial para si próprio. De facto, estava a desistir de qualquer característica, individualidade ou autoria especial, e a aceitar a sua verdadeira força – o poder de Deus.

No que ao J dizia respeito, não havia J, e, no fim, não havia. A realidade dele era agora a do espírito puro e completamente fora da ilusão. Esta realidade está também completamente fora da mente que fez o falso universo, uma mente que as pessoas confundem com o lar da sua verdadeira unidade. O J sabia que a criação errada do universo não tinha nada a ver com a verdade. A identidade dele era com Deus e com mais nada. A Paz de Deus que transmite compreensão já não era uma coisa por que lutar. Para tê-la, bastava-lhe pedir, ou melhor, bastava-lhe lembrar-se. Ele já não tinha que procurar o Amor perfeito, pois com as suas muitas escolhas sábias tinha removido todas as barreiras que o haviam separado da realidade da sua perfeição.
O seu Amor, tal como o de Deus, era total, impessoal, não-selectivo e abarcava tudo. Ele tratava toda a gente igualmente, do rabi, à prostituta. Ele não era um corpo. Já não era um ser humano. Tinha passado pelo buraco da agulha. Tinha reclamado o seu lugar com Deus como espírito puro: uma atitude que, juntamente com o Espírito Santo, te conduzirá àquilo que tu és. Tu e o J são a mesma coisa. Todos nós somos. Não existe mais nada, mas tu precisas de mais treino e prática para experimentares isto.

GARY: Ensinaram-me que sou um co-criador com Deus. É verdade?
ARTEN: Não a este nível. O único sítio onde és de facto um co-criador com Deus é no Céu, onde não terias consciência de seres diferente Dele ou de estares separado Dele. Então, como é que poderias não ser um co-criador com Ele? Mas há um caminho aqui na terra para praticares o sistema de pensamento do Espírito Santo como o J fez, que reflecte as leis do Céu e esse é o teu caminho para casa.
Iremos discutir mais aprofundadamente os atributos do não-dualismo puro e a forma de os praticar enquanto formos avançando, mas por agora tenta lembrar-te que Deus é Amor perfeito, que Ele não é mais nada e tu também não. Tu és, de facto, o Amor de Deus, e a tua vida verdadeira é com Ele. Tal como o J, acabarás por conhecer e experimentar que Deus não está fora de ti. Deixarás de te identificar com um corpo vulnerável ou com qualquer outra coisa que possa ser limitada, e um corpo é qualquer coisa que tenha margens ou limites.
Em vez disso, irás ficar a conhecer a tua verdadeira realidade enquanto espírito puro que é sempre invulnerável.

GARY: Sabem, ultimamente tenho ouvido muita gente a ridicularizar ideias espirituais como estas. Há aquele tipo que foi mágico e que agora se intitula denunciador da mentira e céptico profissional. As pessoas como ele estão sempre a chamar a atenção para o facto de os temas espirituais não serem científicos; dá a ideia de que ele acha que uma pessoa deve sempre seguir aquilo que os sentidos do corpo e a experiência lhe dizem. Como é que posso lidar com pessoas dessas?
ARTEN: Perdoa-lhes. Vamos dizer-te como. Além disso, essas pessoas nem sequer se apercebem como são dinossauros. Esse homem supostamente respeita os cientistas, mas o Albert Einstein não era um cientista?
ARTEN: Sabes o que é que ele disse sobre a tua experiência do mundo?
GARY: O que é que foi?
ARTEN: Disse que a experiência de um homem é uma ilusão de óptica da sua consciência.
GARY: O Einstein disse isso?
ARTEN: Disse. As pessoas como o teu amigo denunciador da mentira deviam ser um bocadinho mais humildes e um bocadinho menos arrogantes nas suas afirmações. Na verdade, ele até é um homem inteligente, mas não usa a inteligência de uma forma construtiva. Mas nós não estamos aqui para falar dele. A sua vez de ficar consciente da verade há-de chegar quando for a altura certa.
Entretanto não esperes que ele ou o mundo abram um caminho até à tua porta. Olha para o J no último dia antes da parte da ilusão em que ele foi crucificado. Acreditas mesmo que a maioria do nosso povo queria ouvir o que ele tinha para nos dizer? E acreditas realmente que a maioria dos Gentios eram mais inteligentes? Ora! Esses filhos da mãe idiotas só iriam compreender o sistema numérico árabe 1200 anos mais tarde. Andavam demasiado ocupados a cortar as pessoas aos bocadinhos e manter o mundo a salvo da escuridão.

GARY: Estás a dizer que o Cristianismo é uma relíquia da idade das Trevas?
ARTEN: Estou a dizer que os europeus não estavam mais preparados para a verdade do que estava o resto do mundo. O Universo não quer realmente acordar. O universo quer rebuçados para se sentir melhor, mas o rebuçado tem a função de te prender ao universo.
PURSAH: Do breve esboço que acabámos de fazer da progressão espiritual, agora deve ser claro o que o J queria dizer quando disse coisas como: “Entrai pela passagem estreita, pois é larga a passagem e fácil o caminho que leva à destruição, e aqueles que entram por ela são muitos. Mas é estreita a passagem e duro o caminho que leva à vida, e aqueles que o encontram são poucos”. Ele não estava a tentar pregar um susto dos diabos às pessoas, ameaçando-as com a destruição se elas não caminhassem pelo estreito e direito. Pelo contrário, estava a dizer-lhes que aquilo que elas experimentam não é vida, ao mesmo tempo que lhes mostrava o caminho para a vida.
O que tu estás a experimentar aqui é destruição, mas o J conhecia o caminho da saída. É por isso que ele disse, “Alegrai-vos, pois eu venci o mundo.” Se ele não fosse um homem que tivesse lições a aprender tal como tu, para que é que, para começar, ele teria tido de vencer o mundo? Ele compreendia um número incalculável de coisas que nós não entendíamos, no entanto, tudo estava ligado a um sistema de pensamento consistente, o sistema de pensamento do Espírito Santo. Por exemplo, ele sabia que as escrituras antigas continham passagens que não exprimiam o Amor perfeito, não selectivo. O que queria dizer que não podiam ser a Palavra de Deus.

GARY: Como por exemplo?
PURSAH: O tipo de coisas a que nos estamos a referir deve ser óbvio. Por exemplo, tu acreditas mesmo, como se diz em várias passagens do Levítico, Capítulo 20, que Deus disse a Moisés que os adúlteros, os feiticeiros, os médiuns, os homossexuais deveriam ser mortos?
GARY: Isso parece ser um bocado extremista. Por mim, sempre gostei dos médiuns.
PURSAH: A sério?
GARY: A sério, não. Não acredito que Deus dissesse uma coisa dessas.
ARTEN: Então, agora tens um problema fundamental.
GARY: Sim, so fundamentalistas são doentes mentais.
ARTEN: O mundo é um problema mental, mas o problema de que estamos a falar desta vez é a tentativa de reconciliação de dois sistemas de pensamento que não podem ser reconciliados. E eu não me estou a referir ao Antigo Testamento e ao Novo Testamento. As diferenças entre eles dizem respeito ao J e não a Deus. Contudo, os primeiros cristãos estavam ansiosos por cosntruir uma ponte entre o J e o passado e aquilo com que eles de facto acabaram foi simplesmente com uma nova versão do passado. O que eu estou a comparar aqui é o sistema de pensamento do mundo, que podes encontrar tanto no Antigo como no Novo Testamento, e o sistema de pensamento do J, que está ausente de ambos. Sim, podes ter um vislumbre de como era o J em alguns ditos dele que sobreviveram, mas pouco mais. Não te estou a dizer que o Judaísmo ou o Cristianismo são mais ou menos válidos em comparação um com o outro. Já te dissemos que todas as religiões têm tanto pessoas exemplares como imbecis. Isso é também uma ilusão, porque, como o J sabia o corpo é uma ilusão.

E aí tens a razão número um para o pensamento do mundo e o pensamento do J serem mutuamente exclusivos – porque a realidade do J não era o corpo, e o pensamento do mundo está completamente baseado numa identificação do corpo como a tua realidade. Mesmo aqueles que conseguem ter um vislumbre para lá do corpo mantêm a ideia de uma experi~encia individual, que, na realidade, é pouco diferente de ter um corpo. De facto, é com esta ideia de separação e com tudo o que daí provém, que te sentencias a continuar no universo dos corpos.
Porque é que julgas que o mestre, ao contrário das outras pessoas do seu tempo, tratava todos os homens e mulheres de igual?
GARY: Digam-me vocês. Suponho que há mais alguma coisa nisso do que ele estar a tentar conquistar os dois.
PURSAH: Era porque ele não via nem os homens nem as mulheres como corpos. Ele não reconhecia as diferenças. Sabia que a realidade de cada pessoa era espírito, que não pode ser limitado de maneira alguma. Por isso, elas não podiam realmente ser masculinas ou femininas. Hoje, as tuas feministas estão sempre a tentar valorizar a grandeza das mulheres. Por vezes referem-se às mulheres como Deusas e a Deus como Ela em vez de Ele. Isso é giro, mas a única coisa que eslas estão a fazer é a substituir um erro por outro erro.

Quando o J usou a palavra “Ele” para descrever Deus, estava a falar metaforicamente na linguagem das escrituras. Tinha de usar uma metáfora para comunicar com as pessoas, mas vocês tornam tudo verdadeiro. O J sabia que Deus não pode ser limitado pelo género, e as pessoas também não porque elas não são de facto pessoas. Como é que podes ser realmente uma pessoa se não és um corpo? É muito mais importante compreenderes isso do que pensas actualmente, e nós iremos explicar porquê. Conhecendo a verdade, o J tratava todos os corpos da mesma maneira como se eles não existissem. Assim podia olhar através deles para a verdadeira luz do espírito imortal e imutável que é a realidade de todos nós.

Seja como for, tal como a maioria das pessoas de hoje, a maioria de nós naquela altura, em vez de ouvirmos o que J nos ensinava, víamos e ouvíamos o que queríamos ver e ouvir para o podermos utilizar na validação da nossa experiência – que era a experiência de ser um indíviduo num corpo. Assim, tivemos de fazer dele um corpo individual muito especial, que é a forma como nós de facto nos víamos a nós próprios, e como tu ainda te vês a ti próprio."

In "O Universo desaparecerá"

Sunday, June 13, 2010

Do Primeiro Olhar

É aquele momento em que a Vida passa da sonolência para a alvorada.
É a primeira chama que ilumina o íntimo mais profundo do coração.
É a primeira nota mágica arrancada das cordas de prata do sentimento.

É aquele momento instantâneo em que se abrem diante da alma as crónicas do Tempo, e se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência.
Ele é que abre os segredos da Eternidade para o futuro.

É a semente lançada por Ishtar, deusa do Amor,
e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do Amor,
depois regada e cuidada pela afeição, e finalmente colhida pela alma.

O primeiro olhar vindo dos olhos do ser amado é como o espírito que se movia sobre a face das águas e deu origem ao céu e à terra, quando o Senhor sentenciou: "E agora, vivei!"

Khalil Gibran

Meu Amigo

"Meu Amigo, não sou o que pareço.
O que pareço é apenas uma vestimenta cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência.
Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável.

Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.
Quando dizes: “O vento sopra do leste”, eu digo: “Sim, sopra mesmo do leste”, pois não queria que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no mar.

Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar.

Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de ficar a sós com a noite.

Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno – mesmo então chamas-me através do abismo intransponível, “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada”, e eu te respondo: “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada” – porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno.

Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas. Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho.
Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito – e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente. E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho:
Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos dadas. "

Excertos de “O Louco”

Khalil Gibran

Transcender a ilusão

"Meu amigo, tu não és meu amigo,
mas como te farei compreendê-lo?

O meu caminho não é o teu caminho,
contudo caminhamos juntos, de mãos dadas."

In "O Louco"

-/-

"E que não haja na amizade
outro fim que não o aprofundar do espírito."

Pois o amor que visa mais
que a revelação do seu próprio mistério
não é amor, mas rede estendida avante,
e só apanha o que para nada serve."

In "O Profeta"

Khalil Gibran

Saturday, June 12, 2010

A menina dança?


Nuvens


Soube que era o lugar assim que entrei. Luz, muita luz. Nao sabia explicar mas era o que tinha idealizado. Foi preciso remodelá-la para conhecê-la e criar recantos para sonhar. Acabei de descobrir que tenho uma janela para o céu

Friday, June 11, 2010

A gaivota é que sabe :)



Salmo 92

"SENHOR como são magníficas as tuas obras!
e profundos os teus desígnios!"

ou como um anjo nos desperta no raiar da aurora e nos conduz à cidade eterna

Thursday, June 10, 2010

Sobre a Liberdade

"E encontrei, na minha loucura, liberdade e segurança;
a liberdade da solidão e a segurança de saber-me incompreendido,
pois quem nos compreende escraviza parte de nós."

In "O Louco"

-/-

"A Vida sem Liberdade é como um corpo sem alma,
e a Liberdade sem Reflexão é como um espírito confuso...
A Vida, a Liberdade e a Reflexão são três-em-um,
e são eternas e nunca morrem."

In "Pensamentos e Reflexões"

-/-

"És livre perante o Sol do dia, perante as estrelas da noite;
e és livre quando não há Sol nem Lua nem estrelas.
És livre até quando fechas os olhos a tudo o que existe.
Mas és escravo daquele que amas porque amas.
E escravo daquele que te ama porque te ama."

"Somos todos prisioneiros,
mas alguns estão em celas com janelas,
e outros não"

"O homem verdadeiramente livre é aquele
que carrega pacientemente as correntes do escravo."

In "Areia e Espuma"

-/-

"Sentamo-nos sobre o penhasco e contemplamos o horizonte distante.
Ela aponta a nuvem dourada;
e faz-me escutar o canto que os pássaros entoam antes de recolher para a noite,
dando graças ao Senhor pelo dom da Liberdade e da Paz."

In "A voz do Mestre"

-/-

"Eles dizem-me: «Se vires um escravo a dormir,
não o acordes, pois pode estar a sonhar com a liberdade.»
Eu digo-lhes: «Se vires um escravo a dormir,
acorda-o e explica-lhe a liberdade."

In "Espelhos da Alma"

-/-

"Pois só serás livre
quando o próprio desejo
de alcançar a liberdade
se tornar um peso,
e quando deixares de falar da liberdade
como objectivo e realização.

Serás realmente livre
não quando os teus dias
decorrerem sem cuidado
e as tuas noites
sem desejo nem dor,

mas antes quando todas essas coisas
rodearem a tua vida e, ainda assim,
te elevares acima delas
despido e libertado."

In "O Profeta"

Wednesday, June 09, 2010

(...)

e depois....

"Não conseguia falar;
por isso mantive-me em silêncio,
a única linguagem do coração."

inspirações!

e porque de facto este livro é um tesouro espiritual :-)

"
Sobre a Paz

O amor ao ego, meu irmão, cria disputa cega, e a disputa provoca conflito, e o conflito gera autoridade e poder, que são as causas da luta e da opressão.

Sobre a Mulher

O coração de uma mulher não muda com o tempo ou as estações; ainda que morra para sempre, nunca deixa de existir.

(...)

Então olhou-me, e com o meio-dia dos Seus olhos sobre mim, disse: "Tens muitos amantes, mas só Eu te amo. Os outros homens amam-se a si próprios em ti. Eu te amo. Os outros homens amam-se a si próprios em ti. Eu amo quem tu és. Os outros homens vêm em ti uma beleza que perecerá antes que os anos passem. Mas Eu vejo em ti a beleza que não perece, a beleza que no Outono dos teus dias não receará olhar-se no espelho, a beleza que não será ferida.
"Só eu vejo em ti o que não se vê."

(...)

A dúvida é uma dor
demasiado solitária para saber
que a fé é sua irmã gémea.

(...)
A fé é um conhecimento do coração,
fora do alcance da prova.

(...)
Tu, homem,
querias ver o mundo com os olhos de Deus,
e através do pensamento humano conhecer
os segredos do além?

Tal é fruto da ignorância.

(...)
Sob este ego oprimido vive o meu ego livre; e, para esse,
os meus sonhos são uma batalha ao nascer do Sol, e os meus desejos são o chocalhar de ossos.
Demasiado jovem e violento me encontro ainda para ser o meu ego livre.

Como posso ser esse ego livre sem dizimar os egos oprimidos, ou sem que todos os homens sejam livres?
Como voarão as minhas folhas, cantando ao vento, sem que as minhas raízes definhem na escuridão?
Como planará contra o Sol a águia em mim sem que as minhas crias deixem o ninho que para elas construí com o meu próprio bico?"

(...)

Khalil Gibran
Um Tesouro Espiritual

Sobre as casas

"Constrói em sonhos
um abrigo no deserto
antes de construíres uma casa
dentro das muralhas da cidade."

- / -

"E dizei-me, povo de Orphalese,
o que tendes nestas casas?
E o que guardais com portas trancadas?

Tendes paz,
esse sereno ímpeto
que revela o vosso poder?

Tendes recordações,
essas abóbadas reluzentes
que assentam nos cumes do espírito?

Tendes beleza,
que conduz o coração
dos objectos de madeira e pedra
para a montanha sagrada?

Dizei-me, tendes tudo isto em vossas casa?

Ou tendes apenas bem-estar,
e desejo de bem-estar,
essa coisa furtiva
que entra em casa como hóspede,
e se converte em anfitrião,
e depois em amo?"

- / -

" No seu medo, os vossos avós
aproximaram-vos demasiado.

Esse medo há-de durar
mais algum tempo.

Durante mais algum tempo
as muralhas das cidades
hão-de separar os vossos lares
dos vossos campos."

- / -

" A tua casa não sonha?
E, em sonhos, não parte
da cidade para o bosque
ou para o alto da colina?"

- / -

" Mas tu, filho do espaço,
tu, inquieto na quietude,
não serás apanhado nem domado.

A tua casa não será âncora, mas mastro.

Não será o penso brilhante que cobre a ferida,
mas a pálpebra que protege o olho.

Não encolherás as asas para caber nas portas,
nem baixarás a cabeça para evitar os tectos,
nem respirarás a medo para que as paredes não cedam e caiam sobre ti.

Pois tu não habitarás o túmulo
feito pelos mortos para os vivos.

E, apesar da sua magnificiência e esplendor,
a tua casa nunca conterá o teu segredo
nem abrigará o teu anseio.

Pois aquilo que em ti é infinito
habita a mansão celeste,
cuja porta é a bruma matinal,
e cujas janelas são as canções
e os silêncios da noite."

In "O Profeta"

- / -

"Se não fosse pelos hóspedes,
todas as casas seriam túmulos"

In "Areia e Espuma"

Reflexões IV

“O conceito de unidade não tem nada de original. No entanto, a pergunta que poucas pessoas alguma vez fazem é: Sou um com o quê? Embora a maior parte daqueles que fazem esta pergunta digam que a resposta é Deus, cometem depois o erro de supor que eles e este Universo foram criados nas suas formas actuais pelo Divino. Isso não é verdade e deixa aquele que procura numa posição em que mesmo que ele domine a mente, como o Buda realmente fez, não irá mesmo assim alcançar Deus de uma forma permanente. Sim, ele irá conseguir a unidade com a mente que fez as ondas de dualidade. Esta mente, num não lugar que transcende todas as tuas dimensões, está completamente fora do sistema de tempo, espaço e forma. Esta é a extensão lógica e correcta da não-dualidade, contudo ainda não é Deus. Na realidade é um beco sem saída. Ou, melhor ainda, um começo sem saída. Isto explica porque o Budismo, que é obviamente a religião psicologicamente mais sofisticada, não trata da questão de Deus. É porque o Buda não tratou da questão de Deus quando ainda estava no corpo a que chamas Buda. É também a razão porque iremos fazer distinções entre não-dualismo e não-dualismo puro. Quando o Buda disse: “Estou acordado”, ele queria dizer que compreendia que não era de facto um participante da ilusão, mas o criador de toda a ilusão.

Mesmo assim, há outro passo que é exigido, em que a mente que é criadora da ilusão escolhe completamente contra si própria a favor de Deus. Claro que alguém com o tremendo talento de Buda teve um vislumbre disso, passando rapidamente para exactamente a mesma consciência que o J. Mas isto não foi feito pelo Buda numa época em que o mundo nem sequer conhece. Não é inédito que as pessoas tenham conseguido o nível de iluminação do J na obscuridade, e que o mundo tenha pensado que o conseguiram numa época mais famosa quando de facto não o fizeram. A maior parte das pessoas que se aproxima da verdadeira mestria espiritual não está interessada em ser líder. Ao mesmo tempo, há pessoas que são altamente visíveis quando, em vez de serem verdadeiros mestres da espiritualidade e da metafísica, estão apenas a exibir os sintomas de uma personalidade extrovertida.

(...)
GARY: Então, o não dualismo é como velhor ensinamento de que vivemos como se estivéssemos neste mundo, mas a nossa atitude é a de dois mundos separados, o mundo da verdade e o mundo da ilusão, só que a verdade é verdadeira e nada mais é verdadeiro.

ARTEN: Sim, um aluno delicioso. Mesmo assim, as pessoas cometem o erro de pensarem que a ilusão foi criada pela verdade. Por isso, ainda fazem o erro de dar legitimidade à ilusão em vez de desisitirem dela. Não podes esperar quebrar o ciclo do nascimento e morte enquanto mantiveres esta confusão. A mente inconsciente dá-se a tanto trabalho para evitar Deus que tu irás ignorá-lo, ou, o que é mais provável ainda, tentar involuir o não-dualismo em dualismo. Um exemplo extraordinário disto é aquilo que aconteceu com um dos grandes ensinamentos da filosofia indiana, chamado os Vedas.

Os Vedas são um documento espiritual não-dualista que ensina que a verdade do Brâmane é tudo o que realmente existe e que tudo o resto é ilusão falsa, nada, zero ponto final. O Vendanta foi sabiamente interpretado por Shankara como Advaita ou não-dualista. Bastante bom, certo? Bem, não para novecentas e noventa e nove pessoas em mil. Há várias outras interpretações mais importantes, mais populares e não verdadeiras do Vedanta que representam tentativas para destruir a metafísica não-dualista e transformá-lo naquilo que ele não é, incluindo o esforço de Madva para agarrar no não-dualismo não qualificado e transformá-lo em dualismo não qualificado.

É aqui que vemos um paralelo espantoso entre o que aconteceu ao Hinduísmo e o que aconteceu aos ensinamentos do J. O J ensinou o não-dualismo puro, interpretado pelo mundo como dualismo. O Vedanta era não-dualista, interpretado pelo mundo como dualismo. Hoje, vocês têm duas religiões enormes que são controladas por uma maioria reaccionária, e ambas competem pelos corações e as mentes de um mundo que não existe – uma religião é o símbolo de um império baseado no dinheiro e a outra religião o símbolo de um governo muito possivelmente capaz de se envolver numa guerra nuclear, juntamente com o igual reaccionário vizinho muçulmano.

Estas palhaçadas podem servir para a maioria do planeta, mas não têm de servir a ti. A atitude do não-dualismo diz-te que aquilo que estás a ver não é a verdade. Se não é a verdade, então como é que podes julgar e dar realidade àquilo que não está lá? E se não está lá, para que é que precisas de o adquirir, ou de fazer uma guerra por ele, ou de o tornar mais sagrado ou mais valioso do que qualquer outra coisa? Como é que um bocado de terra no planeta pode ser mais importante do que outro? O que é que interessa o que acontece numa ilusão, a não ser que tenhas dado à ilusão um poder que ela não tem nem pode ter? Como é que pode ter importância o resultado que é produzido numa situação particular a não ser que tenhas feito um ídolo falso dessa situação? Porque é que o Tibete é mais importante do que qualquer outro lugar?

Sei que ainda não queres ouvir isto, mas não interessa que acções fazes ou não fazes no mundo embora a tua maneira de ver e a atitude que manténs enquanto te empenhas numa acção interesse e muito. Claro, enquanto pareças existir no mundo da multiplicidade, irás sentir algumas preocupações terrenas temporárias e nós não tencionamos ignorar as tuas necessidades no mundo. O Espírito santo não é estúpido e, como já dissemos, a tua experiência é que estás aqui. Há uma maneira de passar a vida fazendo muitas das mesmas coisas que farias de qualquer maneira, mas agora não as irás fazer sozinho. E assim aprenderás que nunca estás sozinho.

Por isso, não estamos a sugerir que não devas ser prático e que não tomes conta de ti. É só que o teu verdadeiro patrão não será deste mundo. Nem sequer tens que dizer seja a quem for que não és o patrão, se não o quiseres fazer. Se quiseres ter o teu próprio negócio e parecer que és o patrão, tudo bem. Faz com que ele funcione da melhor maneira para que te sintas guiado. Sê bom para ti próprio. É com a tua atitude mental que nos preocupamos, não com aquilo que pareces fazer. Irás acabar por ver tudo o que fazes para ganhar a vida como uma ilusão para te apoiar na ilusão, sem de facto apoiar a ilusão.

Daquilo que dissemos, deves ficar com a idéia de que, com a atitude do não-dualismo, está a adquirir a capacidade de pôr em causa todos os teus juízos e crenças. Agora compreendes que não existe nada dessa coisa de um sujeito e de um objecto, só há unidade. O que tu ainda não sabes é que isto é uma imitação da unidade genuína, pois poucos aprenderam a fazer a distinção entre ser um com a mente que aparentemente se separou de Deus e ser um com Deus. A mente tem que Lhe ser devolvida. No entanto, o não dualismo tradicional é um passo necessário no caminho, pois aprendeste que de facto não podes separar uma coisa de outra coisa qualquer nem podes separar nada de ti.

Como já foi sugerido anteriormente, esta idéia está bem expressa pelos modelos da física quântica. A física de Newton defendia que os objectos eram reais e exteriores a ti com uma existência separada. A física quântica demonstra que isso não é verdade. O universo não é aquilo que tu pensas que é; tudo o que parece existir é de facto um pensamento inseparável. Nem sequer podes observar uma coisa sem causar uma mudança nela a nível sub-atómico. Tudo está na tua mente, incluindo o teu próprio corpo. Como alguns aspectos do budismo ensinam correctamente, a mente que está a pensar tudo é uma mente, e esta mente está completamente fora da ilusão do tempo e do espaço. O que nenhuma filosofia, excepto uma, ensina, é uma verdade que raramente será bem recebida por qualquer pessoa: o facto de esta mente ser também uma ilusão.

Deve ser evidente que, se existe apenas unidade, tudo o resto que pareça existir tem de ser inventado. Além disso e isto é uma questão para a qual até muito recentemente nenhum ensinamento forneceu o motivo de forma satisfatória deve ter sido inventado por aquilo que parecia o raio de uma boa razão. Assim, em vez de julgares o mundo e tudo o que existe nele, talvez te seja útil perguntares que valor é que lhe viste quando o inventaste. Também é capaz de ser sensato perguntares a ti próprio qual seria agora a resposta mais apropriada a isso.”

In “E o universo desaparecerá” de Gary R. Renard

A razão e a paixão

"A razão e a paixão
são o leme e as velas
da tua alma navegante.

Se as velas ou o leme se quebrarem,
ficas à deriva, ou parado em alto mar.

Pois a razão, sozinha ao comando,
é uma força que prende;
e a paixão, se não for vigiada,
é a chama que arde até se consumir.

Portanto,
deixa que a tua alma
eleve a razão à altura da paixão,
para que esta possa cantar;

E deixa-a dirigir a paixão com a razão,
para que possa sobreviver à ressureição diária
e, qual fénix, renascer das próprias cinzas."

In O Profeta

- / -

"Quando a Razão te falar,
ouve o que te diz e serás salvo.

Usa as tuas palavras com sensatez,
e serás como o homem armado.
Pois o Senhor não te deu melhor guia
nem arma mais poderosa do que a Razão.

Quando a Razão fala ao teu íntimo,
O Desejo nada pode contra ti.
Pois a Razão é ministro prudente,
guia leal e sábio conselheiro.

A Razão é a luz nas trevas,
assim como a raiva é escuridão na luz.

Sê sábio; que a Razão, não o Impulso,
seja o teu conselheiro."

In "A Voz do Mestre"

- / -

"Onde encontrarei um homem
comandado pela razão
e não pelos hábitos e impulsos?"

In "Ditos Espirituais"

por Khalil Gibran

Poeta do fado campino (em review)

"Por mares nunca antes navegados, entorpeci oh saudade!
Lembrei-me de ti véu nu, acorda e vem ver a Lusitânia
na procissão da Igreja da saudade.

E tu menino quando acordas do teu silêncio?
Não deixes que a barca se separe de ti Lys,
não escondas o teu silêncio
e deixa que te abrace para que não temas
a mística enigmática dos profetas de além–mar.
Não te esqueças das vozes vivas da Lusitânia que também querem falar.
Grão a grão é separado o trigo do joio,
lembrando o poeta Ari dos Santos que não deixa que o sino se cale.
Nós somos os Guardiões da Lusitânia,
que não permitimos a quem de além Kibir
que não queira ouvir a voz do fado resgatada do passado.

Silencio jamais faço, porque a vontade assim não o permite e eu, eu,
EU SOU mesmo o EU SOU, pequeno para os Homens mas grande para Deus.

Acorda donzela e não deixes que o teu amor se vá,
lembra-te que no Marão mandam os que lá estão
e aqui no berço adorado quem manda é o Deus Fado.

Poetas queiram dar as mãos,
porque na verdade todos o são quando falam de Deus,

E nesta madrugada decidi também falar a favor da Hispânia,
quem dera que Lys te aceitasse no berço, seríamos um só,
deixávamos de ser irmãos ou “hermanos” para sermos Lusitanos.

´Canta Santiago porque te trago no peito,
espero que Lys também te veja quando chegar a tua hora de falar,
peço-te que digas algumas palavras para que eu não pense que estou louco:

“Na luz de Lys os Templários adormecidos
querem agora despertar e transmitir ao Mundo a verdade,
que se encontra escondida no Convento de Cristo em Tomar,
os evangelhos escritos por Madalena.
Quando se desvelar esse segredo,
nada mais será escondido do Homem em relação ao espectro evangélico,
mais tarde, divulgarei mais mistérios,
por agora vou descansar a consciência de Santiago,
elevar-me à Lusitânia e continuar o meu trabalho para a Ascensão de Portugal e do Mundo.

”Eu amo-te Lusitânia, e quero que mais despertes,
vou orar ao Melquisideque para que não se esqueça de ti.
Hoje deixo o meu capote, o barrete e a vara de campino
e entro na capela mais Cósmica da Lusitânia,
o coração da Fraternidade Humana.
A ti, Rhuantak, pedirei para que não esqueças
daqueles que adormecem a sonhar contigo para acordar…
…Amo-te Lusitânia."

Henrique Manuel

Eu vim para dizer uma palavra

"O meu espírito
é o companheiro que me conforta
quando vou oprimido pelo peso dos dias;
que me consola
quando as amarguras da vida se multiplicam.

Quem não tem no espírito um amigo,
é de todos inimigo.
E quem não tem em si próprio um amigo,
morre em desgraça.

Pois a vida nasce de dentro do Homem,
e não de fora dele.

Eu vim para dizer uma palavra,
e não me calarei.

Se antes de dizê-la me levar a morte,
o futuro a dirá.
Pois o futuro não guarda segredos
no livro do Infinito.

Vim para viver
no esplendor do Amor e na luz da Beleza.

Vejam-me na vida;
não há quem me separe da minha vida.

Se me fecharem os olhos,
escutarei a música do amor
e a melodia da beleza e da alegria.

Se me taparem os ouvidos,
encontrarei o meu deleite
na carícia da brisa onde pairam
o perfume da beleza e os doces suspiros dos amantes.

Se me negarem o ar,
viverei do espírito.
Pois o espírito é filha do amor e da beleza.

Eu vim para estar por tudo e em tudo.

Aquilo que hoje faço sozinho,
será um dia proclamado diante dos povos.

E aquilo que hoje digo com uma só língua,
o amanhã dirá com muitas."

In "Uma Lágrima e um Sorriso"
Khalil Gibran

Tuesday, June 08, 2010

Reflexões III

" - Bom, e agora chegámos ao tema do não-dualismo. Não te esqueças de que, quer estejamos a falar de uma atitude de aprendizagem quer de uma visão espiritual, estamos sempre a referir-nos a um estado da mente - uma atitude interior e não uma coisa que é vista com os olhos do corpo do mundo. Vamos começar com uma ideia simples. Lembras-te daquele enigma, se uma árvore cai no meio da floresta e não está lá ninguém para a ouvir, ela continua a fazer barulho?


- Claro que sim. Não há forma de o comprovar, por isso as pessoas acabam sempre a discutir por causa disso.
- Qual achas que é a resposta? Prometo não discutir contigo.
- Diria que a árvore faz barulho, quer esteja lá alguém para a ouvir ou não.

- E estarias tremendamente errado, mesmo ao nível da forma. Aquilo que a árvore faz é emitir ondas de som. As ondas de som, tal como as ondas de rádio – e já agora, as ondas de energia – exigem um receptor para as apanhar. Há muitas ondas de rádio a passar por esta sala neste preciso momento, mas não há som porque não há nenhum receptor sintonizado para elas. O ouvido humano ou animal é um receptor. Se uma árvore cai no meio de uma floresta e não está lá ninguém para a ouvir, ela não faz nenhum som. O som não é som até tu o ouvires, tal como uma onda de energia não parece ser matéria até tu a veres ou tocares.

Para encurtar uma história longa, deve ser evidente a partir disto que são precisos dois para dançar o tango. Para qualquer coisa interagir, tens de ter dualidade. De facto, sem dualidade, não há nada com que interagir. Não pode haver nada num espelho sem uma imagem que parece estar em frente, ligada a um observador que a veja. Sem a dualidade, não há árvore na floresta. Como alguns dos teus cientistas da física quântica sabem, a dualidade é um mito. E se a dualidade é um mito, então não só não há árvore como também não há universo. Sem ti para te aperceberes dele, o universo não está lá, mas a lógica mandaria que, se o universo não existe, tu também não. Para criar uma ilusão de existência, tens de agarrar na unidade e dividi-la aparentemente, o que foi precisamente o que fizeste. É tudo um truque."

Reflexões II

In "O Universo desaparecerá"

"A atitude de aprendizagem seguinte por que irás passar durante o teu regresso a deus é às vezes designada por semi-dualismo. Isto pode ser descrito como uma espécie de dualismo mais suave e mais bondoso, porque a mente começou a aceitar certas ideias verdadeiras. Mais uma vez não interessa qual é a tua religião, o que é apenas uma razão para o facto de todas as religiões terem algumas pessoas muito simpáticas, gentis e relativamente não críticas. Uma ideia desse tipo que a mente estaria a aceitar nesta altura é o conceito simples de que Deus é Amor. Todavia, uma noção simples como esta, se se acreditasse verdadeiramente nela, traria consigo algumas perguntas difíceis. Por exemplo, se Deus é Amor, pode também ser ódio? Se Deus é realmente Amor perfeito, pode também ter defeitos? Se Deus é um criador, pode ser vingativo contra aquilo que Ele próprio criou?

Mal seja claramente compreendido que a resposta a estas perguntas é claro que não, entreabre-se uma porta há muito fechada. No estado de semi-dualismo, a tua mente começou a perder algum do seu escondido, mas terrível medo de Deus. Agora, para ti, Deus é menos ameaçador, como tu próprio já nos disseste. Uma forma de perdão primitiva enraizou-se em ti. Ainda pensas em ti próprio como um corpo, e tanto Deus como o mundo ainda continuam a parecer existir fora de ti, mas agora sentes que Deus não é a causa da tua situação. Talvez a única pessoa que lá tenha estado sempre quando as coisas começaram a ir pelo cano abaixo, tenhas sido tu. O Amor perfeito só pode ser responsável pelo bem. Por isso tudo o resto tem de vir de outro lado qualquer. Mas, como iremos ver na tua próxima, não existe nenhum outro lado."

Monday, June 07, 2010

Reflexões

In "E o Universo desaparecerá"

"...Existem quatro atitudes de aprendizagem importantes por que irás passar durante o teu regresso a Deus. Toda a gente irá passar pelas quatro e toda a gente que progride irá ocasional e inesperadamente saltar de uma para a outra. Cada nível traz consigo pensamentos diferentes e experiências diferentes, daí resultantes, e irás interpretar a mesma escritura de forma diferente dependendo da atitude de aprendizagem em que estiveres integrado no momento.

O dualismo é a condição de quase todo o universo. A mente acredita no domínio do sujeito e do objecto. Conceptualmente, pareceria, para aqueles que acreditam em Deus, que há dois mundos e que ambos são verdadeiros: o mundo de Deus e o mundo do homem. No mundo do homem, tu acreditas, muito prática e objectivamente, que há de facto um sujeito - tu - e um objecto, nomeadamente, tudo o resto. Esta atitude foi bem expressa através do modelo da física newtoniana. Acreditava-se que os objectos que compõem o universo de um humano, que até há poucos séculos atrás era simplesmente chamado o mundo e se referia a todas as manifestações, existem separadamente de vós e podem ser manipulados por vós - o "vós", refere-se ao corpo e ao cérebro que parecem controlá-lo. De facto, como já referimos, o corpo e o cérebro que vocês jugam ser parecem ter sido causados pelo mundo. Como veremos, esta ideia é exactamente ao contrário.

Por necessidade, a atitude em relação a Deus que acompanha esta atitude de aprendizagem é que Ele está algures fora de ti. Existes tu e existe deus, aparentemente separados um do outro. Deus, que é na verdade real, parece distante e ilusório. O mundo, que é na verdade ilusório, parece próximo e real. Por razões que serão descritas mais tarde, a tua mente dividida, que se separou da casa como o Filho Pródigo, atribuiu inconscientemente a Deus as mesmas qualidades que a tua mente separada possui. Assim, Deus e as mensagens que parecem vir dele estão em conflito.

Não te esqueças que a maior parte disto é inconsciente - o que significa que parece existir no mundo exterior e não na tua mente dividida. Por isso, Deus é considerado como sendo ao mesmo tempo clemente e irado. Ele tanto é terno como assassino, dependendo aparentemente do estado de espírito em que está. Isso pode ser uma boa descrição do conflito de uma mente dualista, mas dificilmente é uma descrição de Deus.

Quase não vale a pena dizê-lo, mas tudo isto leva a excentricidades incontáveis, incluindo a noção bizarra de que Deus desempenharia de algum modo um papel na instrução de pessoas para matarem outras pessoas a fim de adquirirem certas terras e colónias, ou de levarem a uma versão da justição ou da religião verdadeira para toda a gente.

A tragédia absurda da dualidade é considerada como normal por todas as sociedades modernas, que são elas próprias doidas varridas."

Labirintos, Puzzles e Charadas

No Circo, "a rapariga que finge não perceber que não desperta interesse", contempla o puzzle finalmente terminado.

Estava decifrada a charada, mas o labirinto não tinha saída.

Havia encaixado a última peça, sabor a fel, seu nome interesse, e ainda assim havia algo que não fazia sentido.
Sabia a traição e não ligava com o resto das peças do puzzle, como se apesar de conter a forma estivesse destituida de conteúdo.

Pois se interesse não fazia parte do seu vocabulário, o que fazia aquela peça ali?
Pois se no seu puzzle as peças iam aparecendo ao sabor do fluir natural da vida,
na espontaneidade dos dias,
coisa que não é alimentada pelo interesse,
mas pela alma que sabe que sente!

Observa pela última vez a "topografia da improbabilidade" e desmonta o puzzle.

Sempre o fez, depois de terminados, sempre regressaram à caixa.

Foi esse o destino que lhe deu, talvez desta vez a caixa fosse de pandora...

Tuesday, June 01, 2010

:-)

When top level guys look down, they see only shit; When bottom level guys look up, they see only assholes...