Monday, June 07, 2010

Labirintos, Puzzles e Charadas

No Circo, "a rapariga que finge não perceber que não desperta interesse", contempla o puzzle finalmente terminado.

Estava decifrada a charada, mas o labirinto não tinha saída.

Havia encaixado a última peça, sabor a fel, seu nome interesse, e ainda assim havia algo que não fazia sentido.
Sabia a traição e não ligava com o resto das peças do puzzle, como se apesar de conter a forma estivesse destituida de conteúdo.

Pois se interesse não fazia parte do seu vocabulário, o que fazia aquela peça ali?
Pois se no seu puzzle as peças iam aparecendo ao sabor do fluir natural da vida,
na espontaneidade dos dias,
coisa que não é alimentada pelo interesse,
mas pela alma que sabe que sente!

Observa pela última vez a "topografia da improbabilidade" e desmonta o puzzle.

Sempre o fez, depois de terminados, sempre regressaram à caixa.

Foi esse o destino que lhe deu, talvez desta vez a caixa fosse de pandora...

2 Comments:

At 8:56 PM, Blogger RPV said...

A rapariga até pode não ter interesse, mas o texto é muito interessante. E esse "puzzle" depois de montado, daria um poema divinal para os outros tentarem desmontar :)

 
At 10:58 PM, Blogger Aninhas said...

O comentário anterior foi apagado por ser indelicado e despropositado.

não há coisa mais pungente que um ego ferido

 

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