Thursday, August 12, 2010

Leitura Recomendada - 10ª Revelação

Porque mais vale tarde, que nunca :-)
“Todos os seres humanos da Terra estavam a migrar para duas posições antagónicas: uma que empurrava para uma imagem vaga mas cada vez mais nitida de transformação, e a outra que resistia, sentindo que valores importantes contidos na antiga mundividência estavam a ser perdidos para sempre.

Podíamos ver que, na dimensão da Vida Depois da Morte, se sabia que esse conflito seria o nosso maior desafio à espiritualização da dimensão física – sobretudo se a polarização se tornasse extrema. Neste caso, ambos os campos se entricheirariam numa projecção irracional do mal no outro, ou pior, poderiam acreditar nos intérpretes literais do fim dos tempos e começar a pensar que o futuro que se avizinhava estava para além da sua influência e, portanto desistir completamente.

Para encontrar a Visão do Mundo e solucionar o problema da polarização, podíamos ver que a nossa intenção da Vida Depois da Morte era discernir verdades mais profundas dessas profecias. Tal como em todas as Escrituras, as visões em Daniel e no Apocalipse eram intuições divinas proveninentes da Vida Depois da Morte para o plano físico e, por isso, deveriam ser compreendidas como algo envolvido no simbolismo da mente de quem as vira, segundo um processo aparentado com o sonho. As profecias previam um futuro fim da história humana na Terra, mas um «fim» que, para os crentes, seria muito diferente do experimentado pelos não crentes.

Os que pertenciam a este último grupo eram vistos a sofrer um fim da história que começaria com grandes catástrofes, desastres ambientais e economias a desmoronarem-se. Então, no ponto mais alto do medo e do caos, surgiria um líder forte, o Anticristo, que prporia restabelecer a ordem, mas apenas se os indíviduos acedessem a renunciar às suas liberdades e a trazer nos seus corpos «a marca da besta», de modo a participarem na economia automatizada. Mais tarde, esse líder forte proclamar-se-ia um deus e tomaria pela força qualquer país que resistisse ao seu domínio, declarando guerra primeiro às forças do Islão, em seguida aos Judeus e aos Cristãos, acabando por precipitar todo o mundo num ardente Armagedão.

Por outro lado, para os crentes, os profetas das antigas Escrituras previam um final muito mais agradável para a história. Permanecendo fiéis ao espírito, estes crentes receberiam corpos espirituais e seriam arrebatados para outra dimensão chamada Nova Jerusalém, mas seriam capazes de entrar e sair na esfera do físico. Mais tarde, num determinado ponto da guerra, Deus regressaria em plenitiude para pôr fim à luta, restaurar a Terra e fazer cumprir mil anos de paz em que não haveria doença ou morte, e tudo seria transformado, incluindo os animais do mundo, que deixariam de comer carne. Em vez disso, «o lobo conviverá com o cordeiro... e o leão comerá palha, como o boi.»

(...)

Neste momento, nós temos de levar avante o desígnio. E era por isso que agora recaía sobre nós a resolução da polarização e ajudar a mudar aqueles indíviduos, (...), que ainda estavam tomados pelo Medo e se sentiam justificados para manipularem a economia tendo em vista os seus objectivos pessoais, justificados para assumirem o controlo do futuro.

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A Décima Revelação – aprender a ter fé nas nossas intuições, lembrar a intenção do nosso nascimento, reter a Visão do Mundo – tudo isso se relaciona com a compreensão da essência da verdadeira oração.

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A resposta é que quando rezamos de maneira correcta, não estamos a pedir a Deus que faça uma coisa. Deus está a inspirar-nos para agirmos em seu lugar, para executarmos a sua vontade na Terra. Somos os emissários do divino neste planeta. A verdadeira oração é o método de visualização, que Deus espera que usemos quando discernimos a sua vontade e a executamos na dimensão física. Venha a nós o seu reino, seja feita a sua vontade, assim na Terra como no Céu.

Neste sentido, cada pensamento, cada expectativa –tudo o que visualizamos a acontecer no futuro – é uma oração, e tem tendência para criar esse mesmo futuro. Mas nenhum pensamento, desejo ou medo é tão forte como uma visão que está em harmonia com o divino. É por isso que chamar a Visão do Mundo, e mantê-la, é importante: assim, saberemos pelo que rezar, que futuro visualizar.

(...)

A polarização do Medo ainda está em ascenção e, se pretendermos solucioná-la e ir em frente, cada um de nós tem de participar pessoalmente. Temos de observar com muito cuidado os nossos pensamentos e expectativas e de nos conter sempre que tratarmos outro ser humano como inimigo. Podemos defender-nos e refrear determinadas pessoas mas, se as desumanizarmos, aumentamos o Medo.”

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