Tuesday, October 12, 2010

A raiva nunca é justificada

"A raiva nunca é justificada. O ataque não tem fundamento. É aqui que a fuga ao medo começa, e será tornada completa.

Porque é que estas coisas são importantes? Porque, como o Curso também ensina, quer tu estejas a atacar outros com os teus próprios pensamentos, ou outra pessoa pareça estar a atacar-te, verbal ou fisicamente:

O segredo da salvação não é senão este: estás a fazer isto a ti próprio. Seja qual for a forma de ataque, isto continua a ser verdade. Seja quem for que desempenhe o papel de inimigo e de atacante, isto continua a ser verdade. Seja o que for que pareça ser a causa de qualquer dor ou sofrimento que sintas, isto continua a ser verdade. Pois tu não reagirias de maneira nenhuma a figuras de um sonho que soubesses que estavas a sonhar. Por muito odiosas e maldosas que possam ser, não podem ter efeito sobre ti a não ser que consigas reconhecer que é o teu sonho.

Sempre que julgas as figuras do teu sonho tornando assim o sonho real, cais na armadilha do ego – quer acredites que te deves redimir pelo pecado, quer que os outros se devem redimir pelos seus pecados, quer que eles merecem a tua condenação.

Não podes fazer desaparecer a culpa tornando-a real para depois te redimires dela. Isto é o plano do ego, o que ele te oferece em vez de a fazer desaparecer. O ego acredita na redenção através do ataque, estando completamente comprometido com a noção louca de que o ataque é a salvação.

E o Curso continua, dizendo:

(...) No ensinamento do ego, portanto, não há fuga à culpa. Pois o ataque torna a culpa real e, se é real, não há forma de a vencer.

GARY: Então Deus não tem de me perdoar; eu é que tenho de me perdoar a mim mesmo perdoando os outros em vez de os atacar. Mesmo que seja só um julgamento mental e eu não diga nem faça nada, um pensamento de ataque continua a ser um pensamento de ataque. É por isso que tenho de controlar os meus pensamentos. Quer que ataque quer perdoe, faço isso a mim próprio porque, de qualquer das maneiras, estas pessoas não são reais – são apenas símbolos do que vai na minha mente, tal como eu sou um símbolo da mente colectiva. O mundo não precisa do perdão de Deus; as pessoas precisam de se perdoar a si próprias, perdoando às imagens que vêm.

(...)

Aprende isto e aprende bem, pois é aqui que o atraso da felicidade é encurtado por um espaço de tempo que não podes compreender. Tu nunca odeias o teu irmão pelos pecados dele, mas apenas pelos teus próprios pecados. Seja qual for a forma que os pecados dele pareçam assumir, ela só obscurece o facto de não conseguires aceitar que são teus e, por isso, merecedores de um ataque “justo”."

In "E o Universo desaparecerá"

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