Saturday, December 18, 2010

Emprego

Muito se fala do aumento do desemprego e da flexibilização das leis do trabalho. Será de facto isto nocivo para a nossa sociedade, ou não será antes uma oportunidade de nos libertarmos das grilhetas do capitalismo. Não será uma sociedade baseada no trabalho independente mais livre e mais justa? Não será mais justo podermos prestar serviços a diferentes empresas flexibilizando a nossa disponibilidade às nossas reais necessidades? Será que de facto necessitamos de tudo o que consumimos? Valerá a pena vender a nossa liberdade por meia dúzia de bens consumíveis, perecíveis?

Que me desculpem os sindicalistas, mas acho que estamos no bom caminho!

Imagino um capitalismo mais justo (carga horária/remuneração), onde o mercado será constituído essencialmente por pequenas empresas e agrupamentos de independentes. Os grandes monopólios e multi-nacionais trouxeram grande desenvolvimento económico, grande dependência do sistema bancário e menos liberdade para o homem, que ao dedicar todo o seu tempo ao trabalho se esqueceu de quem era. E agora endividado, necessita continuar a trabalhar para cumprir os seus compromissos. Faz lembrar a noção do toxicodependente que apenas vive para juntar dinheiro para manter o seu vício. Não serão então os bens materiais ídolos, tal como a droga é para o toxicodependente. Não é o dinheiro o maior ídolo de todos?

O objectivo da vida humana é a felicidade sempre se diz. E o que é a felicidade? A vida luxuosa e preenchida de bens materiais? O dinheiro não traz felicidade mas ajuda muito dizem. E será que não chega mesmo para todos? Será que é a escassez do dinheiro o motivo de uns serem pobres e outros ricos? Não será antes a falta de valores cristãos? Não será então no homem a solução do mundo? E como começar senão em nós próprios. Ah, mas os outros não agem assim, por isso não vou ser o tolinho ingénuo. Pois, mas foi com todos pensando assim, que chegamos aqui.

Será que se esqueceram dos momentos de felicidade que já experienciaram? Não foram vividos certos de que não dependiam de algo externo a nós? Mas de como nos sentimos em determinados momentos, mesmo que despoletados por situações externas (interacções com outros), é como reagimos a elas que ditam o que sentimos. E se virmos no outro, Cristo, nosso irmão, não será maravilhoso poder passar algum tempo com Ele? Não temos todos algo a aprender, desenvolver com o nosso próximo? Não é tudo isto um processo de aprendizagem, do Amor, sim do Amor, e do regresso a casa? E apreciar a beleza, tantas vezes reflectida pela Mãe Natureza, não é em si uma fonte de felicidade?

Estamos a tempo sim, já se sente, já anda no ar uma energia que nos afecta a todos, já anda no dna de cada um a energia de cristo a percorrer as nossas veias e lembrar-nos de quem somos.

Tempos duros se adivinham... eu prefiro tempos de mudança! É hora!

0 Comments:

Post a Comment

<< Home