Monday, November 21, 2011

oo

"
Minha janela deita para a Névoa
E a névoa é tudo, e o Universo ao meio. —
Se me procuro, nos meus olhos leio
A hora virtual e em mim elevo-a.
Minha tristeza, devo-a
Ao ritmo essencial do meu enleio.

Que sentido têm frases, se o poente
Há mesmo nas palavras como um lago.
Ao colo do meu espaço interior trago
Um sonho eterno adiado para doente.
A hora passa rente
Ao meu íntimo dia sempre aziago.

Ah, a ilha deserta, em mar, ao fundo
Da minha consciência!
E entre nós dois a imprecisão do mundo. "

FP

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